PROFISSÕES FORMADORAS DE INDÚSTRIAS
- 29 de out. de 2020
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Embora nos dias atuais muito se fale sobre inovações, tecnologias e pesquisa principalmente relacionada aos alimentos, pouco se sabe de fato como esses processos ocorrem e quem são seus responsáveis. A equipe de uma indústria alimentícia pode ser muito diversa, podendo percorrer inúmeras formações, desde cargos administrativos a laboratoriais, sem contar no grande número de pessoas que são empregadas todos os anos para cargos como auxiliares de produção, limpeza e operadores de maquinas.
Para profissionais cuja função seja diretamente relacionada com os alimentos e seus produtos principalmente envolvendo contato físico e supervisão, é necessário que haja uma formação mais especifica e hoje abordaremos duas delas, engenharia de alimentos e tecnologia de alimentos.
O profissional de Engenharia de Alimentos estuda a produção de alimentos em escala industrial. Ele desenvolve técnicas, maquinários e softwares para otimizar os processos produtivos. Podendo atuar em todas as etapas da cadeia produtiva de produtos alimentícios, desde a seleção das matérias-primas até a distribuição do produto pronto, passando pela elaboração de fórmulas, pelo processo produtivo e de armazenagem. É responsável também pela criação novos produtos, desenvolvendo e testando fórmulas a fim de determinar a cor, sabor e consistência do alimento, assim como o seu valor nutricional.
O controle de qualidade é outro setor que um engenheiro de alimentos pode atuar, coordenando as análises realizadas em laboratórios, organizando os métodos e sistemas utilizados para garantir a qualidade das matérias-primas e dos produtos já processados. No que diz respeito à proteção ambiental e tratamento de resíduos. O engenheiro define o que pode ser descartado e de que maneira, e também o que pode ser reciclado ou reaproveitado na indústria alimentícia. Por se tratar de uma profissão regulamentada, o engenheiro de alimentos deve obter um registro junto ao CREA do estado em que trabalha.
Atualmente, o setor da indústria alimentícia é o que mais emprega profissionais formados em Engenharia de Alimentos. Porém, é crescente a busca por este engenheiro também em restaurantes, redes de fast food, distribuidoras de alimentos e bebidas. Em órgãos públicos existe a oportunidade de trabalhar no setor da vigilância e fiscalização sanitária.
De acordo com o site Salário em 2020, “A faixa salarial do Engenheiro de Alimentos CBO 2222-05 fica entre R$ 3.199,91, salário mediana da pesquisa e o teto salarial de R$ 10.763,51, sendo que R$ 4.139,64 é a média do piso salarial 2020 de acordos, convenções coletivas e dissídios levando em conta profissionais com carteira assinada em regime CLT de todo o Brasil.”.
Com o perfil bem parecido com o da engenharia de alimentos, outra profissão que vem crescendo cada vez mais ao longo dos anos é a Tecnologia em Alimentos. O curso apresenta uma duração mais curta e prepara o aluno para dominar todo tipo de processo que envolva beneficiamento, conservação e industrialização de comidas diversas.
Este profissional atua no funcionamento do processo de beneficiamento, industrialização e conservação de alimentos e bebidas, na inspeção da qualidade de alimentos e matérias-primas em geral, na realização de análises biológicas e ambientais necessárias na produção de alimentos, no desenvolvimento de projetos de viabilidade econômica em processamento de alimentos, e em muitas outras áreas.
Por se tratar de uma profissão abrangente, os tecnólogos em alimentos podem atuar não só na indústria, tendo assim um leque diverso de opções como, laboratórios de análises microbiológicas, empresas de produção de alimentos, indústria de bebidas, empresas de logística de alimentos, institutos de pesquisa voltados ao desenvolvimento de produtos alimentícios, instituições de ensino, cozinhas industriais, hotéis e restaurantes.
Segundo o Site Salário em 2020, “A faixa salarial do Tecnólogo em Alimentos CBO 2222-15 fica entre R$ 2.000,00, salário mediana da pesquisa e o teto salarial de R$ 7.516,54, sendo que R$ 2.750,31 é a média do piso salarial 2020 de acordos, convenções coletivas e dissídios levando em conta profissionais com carteira assinada em regime CLT de todo o Brasil”.




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